fevereiro 23, 2004

O "meu" Zeca

O Zeca é um dos maiores ícones da música e cultura portuguesa. Foi-me apresentado por dois dos professores que me marcaram na minha juventude. Tão diferentes que eles eram, o Silva de História e o Carlos Albano. Em quase tudo e no entanto uma coisa os unia e complementava : o Zeca. Tinha esse condão, o de unir as mais díspares gentes à roda de uma guitarra. E as consciências que ele despertou. E as melodias, simples e belas, que prenchiam cada pedaço da lírica de uma forma que se aproximava da perfeição.
E onde anda o ministério da cultura que não o referencia como um dos grandes? E o ministério da educação que prefere apôr nos livros os regulamentos de uma amostra doentia da nossa realidade em vez dos poemas e letras das suas canções? Espero que não venha um chibo velho dançar no adro porque alguém morreu, por duas vezes. O José Afonso.

Publicado por chibovelho em 04:54 PM | Comentários (4) | TrackBack

fevereiro 15, 2004

Históriazinha

Era uma vez uma menina. Bebé linda, pequenina. E desprotegida, muito frágil. Frágil demais para que se dormisse descansado. E nunca mais ninguém pregou olho naquela casa.
E ficou doente aquela bebé. Muito doente, o coração dela conseguia ser mais frágil que ela própria. Mas era uma bebé lutadora e continua a lutar. E continua-se a lutar porque a bebé luta. E não se desiste porque a bebé não desiste. E o coração dela continua a bater. E ela acorda todas as manhãs e mesmo frio e escuro é como se o sol raiasse, caloroso e radioso. E vai já aprendendo a viver neste mundo menos hostil quando estão ao pé dela. E o mundo fica bom quando ela está ao pé deles. E apetece descansar a cabeça quando o mundo fica bom. Adormecer a olhar para a menina que já não é bem uma bebé. Porque ela conseguiu crescer um bocadinho.
Devagarinho, muito devagarinho vai lutando a bebé quase menina. E já diz papá e mamã. E já anda e não querem perder um instantinho que seja deste milagre diário. É o que o médico lhe chama, "o milagrezinho risonho". Que se mantenha esse "milagrezinho risonho" é o que querem eles. Á espera de Março.
Uma espécie de primavera em estilo pessoal. Fica tudo mais fácil quando chega a primavera. É a partir de então que se fazem os enxertos, os plantios. E a esperança chega como as andorinhas, de forma cíclica e certeira. É uma andorinha a bebé quase menina. À espera da primavera. A minha menina. A minha Ana.

Publicado por chibovelho em 11:59 PM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 09, 2004

Ainda não morri

Existem é coisas mais importantes neste momento a serem tratadas. Voltarei. Espero eu.

Publicado por chibovelho em 01:16 AM | Comentários (3) | TrackBack